Oftalmologia · Clínica Avallon · Brasília-DF

Cirurgia
Refrativa

LASIK, PRK e TransPRK com laser Schwind WaveFront-Guided em parceria com o Hospital Oftalmológico de Brasília — para liberdade de óculos e lentes de contato.

Dra. Dayane Shinzato · CRM-DF 16596 · RQE 13225
O procedimento

Liberdade dos óculos e lentes

A cirurgia refrativa corrige erros refrativos — miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia — através da remodelação da córnea com laser excimer. A luz passa a ser focada corretamente na retina, e o paciente reduz ou elimina a dependência de óculos e lentes de contato.

As três técnicas modernas (LASIK, PRK e TransPRK) diferem na forma de acessar o estroma corneano — e cada paciente tem uma indicação ideal, definida na avaliação. A Clínica Avallon oferece todas as três, com tecnologia Schwind WaveFront-Guided que corrige aberrações de alta ordem para qualidade visual superior.

Erros refrativos

O que a cirurgia corrige

A cirurgia refrativa pode corrigir os quatro principais erros refrativos. Os limites exatos dependem da espessura da córnea, da topografia e da técnica escolhida.

Miopia

Dificuldade de enxergar de longe — objetos distantes ficam embaçados. A córnea muito curva ou o olho mais longo fazem a luz focar antes da retina.

Até ~9 dioptrias

Hipermetropia

Dificuldade de enxergar de perto, e às vezes também de longe. A córnea pouco curva ou o olho mais curto faz a luz focar depois da retina.

Até ~5-6 dioptrias

Astigmatismo

Visão distorcida em todas as distâncias — a córnea tem formato irregular (mais oval do que esférico) e a luz é refratada de forma irregular.

Até ~6 dioptrias

Presbiopia

Dificuldade progressiva para ver de perto após os 40-45 anos. Pode ser corrigida com técnica de monovisão — um olho corrigido para longe, outro para perto.

Monovisão a partir de 40+
Técnicas cirúrgicas

LASIK, PRK e TransPRK

As três técnicas usam o laser excimer para remodelar a córnea — a diferença está em como o laser acessa o estroma. A escolha depende da anatomia, da espessura corneana e do estilo de vida do paciente.

Recuperação mais rápida

LASIK

Laser-Assisted In Situ Keratomileusis

Cria-se um flap (retalho) corneano com laser de femtossegundo. O flap é levantado, o laser excimer remodela o estroma exposto e o flap é reposicionado — funcionando como um curativo natural.

Visão funcional 24-48h
Retorno trabalho 1-3 dias
Dor pós-op Mínima
Esp. corneana Adequada
Sem flap, sem risco

PRK

Photorefractive Keratectomy

O epitélio é removido mecânica ou quimicamente e o laser excimer atua diretamente sobre o estroma anterior. Sem criação de flap, sem riscos relacionados ao flap. Recuperação mais lenta, mas alternativa segura para córneas finas.

Visão funcional 5-7 dias
Retorno trabalho 5-7 dias
Dor pós-op Leve a Moderada 1-4 dias
Esp. corneana Córneas finas
No-touch — mais moderno

TransPRK

Transepithelial PRK

O próprio laser excimer faz a ablação do epitélio e do estroma em sessão contínua, sem nenhuma manipulação mecânica ou química. Técnica "no-touch" — leito estromal mais suave e potencial para melhor cicatrização que o PRK convencional.

Visão funcional 5-7 dias
Retorno trabalho 5-7 dias
Dor pós-op Leve a Moderada 1-4 dias
Esp. corneana Córneas finas
Tecnologia

WaveFront-Guided — qualidade visual superior

Aberrometria WaveFront — mapa tridimensional do sistema óptico do olho para cirurgia refrativa personalizada

Correção personalizada para cada olho

A cirurgia convencional corrige apenas o que aparece na receita: miopia, hipermetropia e astigmatismo (chamadas aberrações de baixa ordem). Mas cada olho tem imperfeições ópticas adicionais — aberrações de alta ordem — que causam ofuscamento, halos e perda de qualidade visual em ambientes escuros.

A tecnologia WaveFront-Guided mapeia essas aberrações com um aberrômetro de frente de onda e programa o laser para corrigi-las junto com o grau. Resultado: visão mais nítida, especialmente em condições de baixa luminosidade.

Ganho em linhas de CDVA (acuidade visual melhor corrigida) +0,62 +0,80
Ofuscamento ≥3 aos 6 meses 15,4% 8,6%
Métrica Convencional WaveFront
Estudo prospectivo randomizado, 200 olhos, p<0,05 em ambas comparações.
Dados na literatura

O que diz a ciência

Dados de revisões sistemáticas e diretrizes da American Academy of Ophthalmology (2023) sobre eficácia e segurança da cirurgia refrativa moderna.

5-10 min
Duração média do procedimento por olho — ambulatorial, sem internação
Jacobs et al., AAO Preferred Practice 2023
6 meses
Tempo médio para estabilização refrativa completa após a cirurgia
Jacobs et al., AAO Preferred Practice 2023
< 1,5%
Incidência de ceratite infecciosa pós-cirurgia refrativa a laser na literatura
Das et al., Indian J Ophthalmol 2020
Conheça

Quem realiza a cirurgia

Dra. Dayane Higa Shinzato de Morais — oftalmologista co-fundadora da Clínica Avallon em Brasília-DF
Cirurgiã responsável

Dra. Dayane Higa Shinzato

CRM-DF 16596 · RQE 13225 · Oftalmologia

Oftalmologista co-fundadora da Clínica Avallon em Brasília. Especialista em córnea e cirurgia refrativa (LASIK, PRK e TransPRK) e blefaroplastia, com atuação clínica e cirúrgica.

Cada cirurgia refrativa é precedida de avaliação oftalmológica completa: refração manifesta e ciclopégica, topografia/tomografia corneana com mapa Belin-Ambrósio, paquimetria, aberrometria e avaliação detalhada do filme lacrimal. A indicação da técnica (LASIK, PRK ou TransPRK) é definida individualmente, baseada na anatomia e no estilo de vida do paciente.

Especialista titulada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Associação Médica Brasileira.
Atuação em córnea e cirurgia refrativa — LASIK, PRK, TransPRK.
Formação em cirurgias da pálpebra — blefaroplastia, lifting de supercílio.
Co-fundadora da Clínica Avallon Dermatologia e Oftalmologia.
Centro cirúrgico

Onde a cirurgia acontece

A consulta, avaliação e o acompanhamento pré e pós-operatório acontecem na Clínica Avallon, no Asa Norte. A cirurgia em si é realizada no Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), centro cirúrgico parceiro com infraestrutura premium especializada em oftalmologia.

Passo a passo

As 4 etapas do procedimento

Da consulta inicial à alta — o caminho completo, com atendimento personalizado em cada etapa.

Etapa 01

Avaliação pré-operatória

Na Clínica Avallon. Refração manifesta e ciclopégica, topografia/tomografia corneana com mapa Belin-Ambrósio (descarta ceratocone), paquimetria, aberrometria de frente de onda, avaliação do filme lacrimal e exame fundoscópico completo. Define-se a técnica ideal (LASIK, PRK ou TransPRK).

Etapa 02

Preparação e anestesia

No dia da cirurgia, no centro cirúrgico do HOB. Verificação dos parâmetros, calibração do laser Schwind, assepsia e anestesia tópica em colírio — sem agulha, sem dor durante o procedimento. Possível pressão ou desconforto leve.

Etapa 03

Ablação a laser

No LASIK, criação do flap com femtossegundo, levantamento e ablação estromal com excimer. No PRK, remoção do epitélio e ablação. No TransPRK, ablação contínua sem toque. Duração de 5 a 10 minutos por olho. Anti-rastreamento ocular ativo durante toda a ablação.

Etapa 04

Pós-operatório imediato

Aplicação de colírios antibiótico e anti-inflamatório. No PRK/TransPRK, colocação de lente de contato terapêutica para proteção até reepitelização completa (4-5 dias). Alta no mesmo dia. Primeiro retorno na Clínica Avallon em 24 horas.

Recuperação

Linha do tempo — LASIK × PRK/TransPRK

As duas categorias de técnica têm tempos de recuperação muito diferentes. O LASIK tem retorno mais rápido às atividades. PRK e TransPRK têm recuperação mais lenta, mas evitam riscos relacionados ao flap.

LASIK — recuperação rápida

  • Dia 1 Visão pode ficar embaçada no dia da cirurgia. Retorno em 24h para avaliação.
  • Dias 2-3 Visão funcional retorna. Maioria dos pacientes já volta ao trabalho.
  • Semana 1 Atividades físicas leves liberadas. Manter lubrificação ocular.
  • Mês 1 Esportes de contato e atividades com risco de trauma liberadas após este período.
  • 6 meses Estabilização refrativa completa. Avaliação final do resultado.

PRK / TransPRK — recuperação progressiva

  • Dias 1-4 Ardor e sensibilidade. Lente de contato terapêutica. Colírios anti-inflamatórios.
  • Dias 4-5 Reepitelização completa. Retirada da lente terapêutica.
  • Dias 5-7 Visão funcional retorna. Retorno ao trabalho. Dirigir à noite pode ser difícil por semanas.
  • Semana 1+ Atividades físicas leves liberadas. Sem restrição de esportes de contato (sem flap).
  • 3-6 meses Visão estabiliza progressivamente. Óculos de proteção UV por 1 ano.
Cuidados pós-operatórios

Três áreas-chave de cuidado

A aderência ao protocolo pós-operatório é o que mais influencia a qualidade do resultado final e a velocidade da recuperação.

Colírios

Aderência rigorosa ao esquema de colírios é fundamental para prevenir infecção e otimizar a cicatrização.

  • Antibiótico tópico — 1-2 semanas
  • Corticosteroide — 2-4 semanas (esquema decrescente)
  • Lubrificante — uso liberal e contínuo
  • AINE no PRK/TransPRK — controle de dor

Proteção UV

A córnea operada é mais sensível à radiação ultravioleta — fator de risco para haze após PRK.

  • Óculos escuros com proteção UV sempre ao sair
  • No PRK/TransPRK: proteção rigorosa por 1 ano
  • Evitar exposição solar intensa nas primeiras semanas
  • Chapéus de aba larga quando ao ar livre

Sinais de alerta

Procurar a Dra. Dayane Shinzato imediatamente se algum desses sinais aparecer.

  • Dor intensa ou progressiva após 24-48h
  • Perda súbita ou turvação importante da visão
  • Vermelhidão intensa ou secreção purulenta
  • Sensação de "alguma coisa" no olho (possível deslocamento do flap no LASIK)
Convênios

O convênio paga?

Sim — com critérios específicos. A cirurgia refrativa (LASIK ou PRK) tem cobertura obrigatória pelo Rol da ANS quando o paciente atende a critérios definidos. A Clínica Avallon atende diversos convênios, e realiza a cirurgia por todos os planos aceitos na própria clínica e no local da cirurgia, HOB Asa Sul — verifique a cobertura específica no agendamento.

Segurança

Riscos e contraindicações

Cirurgia refrativa moderna tem perfil de segurança excelente quando a avaliação pré-operatória é rigorosa. Mas existem riscos e situações em que a cirurgia não é indicada. Transparência total na consulta.

Complicações possíveis

Riscos baixos com técnica adequada. As mais frequentes — olho seco e ofuscamento noturno — são autolimitadas ou tratáveis.

  • Olho seco — complicação mais frequente em LASIK e PRK
  • Haze (opacidade subepitelial) — risco em PRK/TransPRK
  • Ofuscamento e halos — especialmente em pouca luz
  • Erro refrativo residual — pode requerer retratamento
  • Ectasia corneana — raríssima, prevenida por triagem rigorosa
  • Ceratite infecciosa — incidência 0-1,5% na literatura
  • Complicações de flap (LASIK) — deslocamento, ingresso epitelial
  • Subcorreção ou supercorreção

Contraindicações

A maioria das condições de risco exige avaliação cuidadosa ou escolha alternativa de técnica, não impedindo a cirurgia.

  • Absolutas: ceratocone, ectasias corneanas, córnea fina
  • Absolutas: refração instável (variação no último ano)
  • Absolutas: doença autoimune ativa não controlada
  • Absolutas: catarata visualmente significativa, glaucoma não controlado
  • Olho seco grave preexistente
  • Gravidez e lactação
  • Uso de isotretinoína recente
  • Diabetes descontrolado, ceratite herpética
Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns

Qual o grau mínimo e máximo para fazer cirurgia refrativa?

O grau mínimo geralmente parte de 0,5 dioptria. O máximo aproximado vai até cerca de 9 dioptrias de miopia, 5-6 de hipermetropia e 6 de astigmatismo. Os limites exatos dependem da espessura da córnea, da técnica escolhida (LASIK, PRK ou TransPRK) e da avaliação individual feita pela Dra. Dayane Shinzato.

Quanto tempo dura o procedimento de cirurgia refrativa?

Geralmente entre 5 e 10 minutos por olho. É um procedimento ambulatorial — não precisa de internação. A maior parte do tempo de presença no centro cirúrgico envolve preparação, posicionamento e medidas de segurança. A ablação do laser propriamente dita dura tipicamente menos de 1 minuto por olho.

Saio da cirurgia refrativa enxergando bem?

Depende da técnica.

LASIK: a visão geralmente já é boa no dia seguinte — pode ficar embaçada no dia da cirurgia.

PRK e TransPRK: recuperação mais lenta — a visão melhora gradualmente ao longo de dias a semanas, e a visão funcional plena costuma demorar 5 a 7 dias para se estabelecer.

Na cirurgia refrativa, posso operar os dois olhos no mesmo dia?

Sim, é o padrão na maioria dos casos. Os dois olhos são operados na mesma sessão cirúrgica, o que reduz desconforto, tempo de afastamento das atividades e custos. Em situações específicas (pacientes com fatores de risco particulares), pode-se optar pela cirurgia em dias separados — decisão definida na avaliação.

A cirurgia refrativa dói?

Não durante o procedimento. A anestesia é em colírio (tópica) — você pode sentir pressão ou desconforto leve, mas não dor.

No pós-operatório, o LASIK tem desconforto mínimo. O PRK e TransPRK provocam ardor e maior sensibilidade nos primeiros 1-4 dias, controlados com colírios anti-inflamatórios, lente de contato terapêutica e, quando necessário, analgésicos orais.

O convênio paga a cirurgia refrativa?

Sim, com critérios específicos. A cirurgia refrativa tem cobertura obrigatória pelo Rol da ANS quando: o paciente tem mais de 18 anos, grau estável há pelo menos 1 ano e miopia entre −5,0 e −10,0 dioptrias (com astigmatismo até −4,0) ou hipermetropia até +6,0 dioptrias (com astigmatismo até +4,0).

Alguns planos oferecem cobertura ampliada, fora desses limites. A Clínica Avallon atende diversos convênios — verifique a cobertura específica no momento do agendamento.

Qual a diferença entre LASIK, PRK e TransPRK na cirurgia refrativa?

LASIK: cria um flap (retalho) na córnea com laser de femtossegundo, levanta o flap e aplica o laser excimer. Recuperação rápida (24-48h), mas tem riscos relacionados ao flap.

PRK: remove o epitélio mecanicamente ou quimicamente e aplica o laser. Recuperação mais lenta (5-7 dias) e desconforto maior, mas sem riscos de flap.

TransPRK: ablação do epitélio e do estroma em uma única sessão pelo laser, sem toque mecânico. É a versão mais moderna do PRK, com leito estromal mais suave.

O que é o WaveFront-Guided na cirurgia refrativa e por que importa?

WaveFront-Guided é uma tecnologia que corrige além das aberrações comuns (miopia, astigmatismo) — corrige também aberrações de alta ordem que cada olho tem de forma única. Resultado: melhor qualidade de visão, principalmente em condições de baixa luminosidade.

Um estudo prospectivo randomizado mostrou ofuscamento em 8,6% dos olhos com WaveFront-Guided versus 15,4% com LASIK convencional aos 6 meses. Disponível pela Clínica Avallon através do laser Schwind em hospital parceiro.

Quem pode fazer cirurgia refrativa?

Pessoas com mais de 18 anos, com refração estável no último ano, córnea saudável e espessura corneana adequada. A avaliação pré-operatória completa — feita na Clínica Avallon — define se você é candidato.

Contraindicações incluem ceratocone, doenças autoimunes não controladas, olho seco grave, gravidez/lactação e uso de isotretinoína.

A cirurgia refrativa é permanente?

Sim, a correção realizada pelo laser na córnea é permanente. A estabilização refrativa ocorre em torno de 6 meses após a cirurgia.

No entanto, o envelhecimento natural do olho continua: a partir dos 40-45 anos, a maioria das pessoas desenvolve presbiopia (dificuldade para visão de perto), que pode requerer óculos de leitura mesmo em pacientes operados de miopia.

Quando posso voltar ao trabalho após a cirurgia refrativa?

LASIK: geralmente 1 a 3 dias após a cirurgia. Atividades físicas leves em 1 semana; esportes de contato ou com risco de trauma ocular após 1 mês (risco de deslocamento do flap).

PRK/TransPRK: 5 a 7 dias, dependendo da reepitelização. Atividades físicas leves após reepitelização completa (4-5 dias). A visão pode ficar instável por algumas semanas após PRK — dirigir à noite pode ser difícil nesse período.

Como devo me preparar para a cirurgia refrativa?

A principal preparação é suspender o uso de lentes de contato antes da avaliação e da cirurgia — elas deformam temporariamente a córnea e podem alterar os exames. As gelatinosas são suspensas por pelo menos 2 dias; as rígidas, por um período maior.

No dia da cirurgia, vá acompanhado (você não poderá dirigir na volta), sem maquiagem nos olhos e sem perfume. O prazo exato de suspensão das lentes é definido pela Dra. Dayane Shinzato na avaliação.

Tenho ceratocone — posso fazer cirurgia refrativa?

A cirurgia refrativa a laser (LASIK, PRK e TransPRK) é contraindicada no ceratocone — o laser remove tecido e enfraquece ainda mais uma córnea já frágil, podendo agravar a ectasia.

Por isso a topografia/tomografia com mapa Belin-Ambrósio é obrigatória na avaliação: ela detecta o ceratocone, inclusive em formas iniciais. Pacientes com ceratocone têm outras opções de tratamento (como crosslinking ou lentes intraoculares), avaliadas individualmente.

Existe idade máxima para cirurgia refrativa?

Não há um limite rígido de idade máxima — o que importa é a saúde da córnea, a estabilidade do grau e a ausência de catarata significativa.

A partir dos 45-50 anos é comum surgir presbiopia e, mais tarde, catarata. Quando há catarata visualmente significativa, a cirurgia de catarata com lente intraocular pode corrigir o grau de forma mais adequada que o laser. A melhor conduta para cada idade é definida na avaliação.

A cirurgia refrativa pode ser repetida (retratamento)?

Sim. Em uma minoria de casos pode restar um grau residual após a estabilização, e um retratamento ("toque") é possível — desde que a córnea tenha espessura suficiente.

O retratamento só é considerado após a estabilização refrativa, em torno de 6 meses, e depende de nova avaliação com topografia e paquimetria. A maioria dos pacientes não precisa de retratamento.

Quando posso nadar e voltar à academia após a cirurgia refrativa?

Academia (atividade leve): cerca de 1 semana após o LASIK; após a reepitelização completa (4-5 dias) no PRK/TransPRK.

Natação, piscina, mar, sauna e hidromassagem: evitar por pelo menos 2 a 4 semanas — a água é fonte de infecção.

Esportes de contato ou com risco de trauma: restrição maior no LASIK (cerca de 1 mês), pelo risco de deslocamento do flap. As liberações exatas são definidas nos retornos.

Posso usar celular e computador após a cirurgia refrativa?

Sim, mas com moderação nos primeiros dias. No LASIK, o uso de telas costuma ser retomado já no dia seguinte; no PRK/TransPRK, à medida que o conforto visual permite.

Telas reduzem a frequência do piscar e pioram a sensação de olho seco, comum no pós-operatório — faça pausas frequentes e use colírio lubrificante com liberalidade.

Posso usar maquiagem após a cirurgia refrativa?

Recomenda-se evitar maquiagem nos olhos (rímel, delineador, sombra) por cerca de 1 a 2 semanas — há risco de partículas e contaminação na córnea em cicatrização.

No dia da cirurgia, compareça sem maquiagem nos olhos. A liberação é orientada pela Dra. Dayane Shinzato conforme a evolução de cada paciente.

E se eu piscar ou mexer o olho durante a cirurgia refrativa?

Não é possível estragar a cirurgia piscando. Uma pequena pálpebra de apoio (blefarostato) mantém as pálpebras gentilmente afastadas — você não consegue piscar durante a ablação.

Além disso, o laser Schwind tem rastreamento ocular ativo (eye-tracker), que acompanha pequenos movimentos do olho e interrompe automaticamente a ablação se houver um movimento maior, retomando quando o olho volta à posição. Tudo sob anestesia tópica, sem dor.

A cirurgia refrativa pode deixar cego?

A perda total de visão (cegueira) pela cirurgia refrativa é extremamente rara. O laser atua apenas na córnea, na superfície do olho, sem atingir a retina ou o nervo óptico.

As complicações possíveis (olho seco, ofuscamento, haze, infecção, erro residual) são, na grande maioria, tratáveis ou autolimitadas. O maior fator de segurança é uma triagem pré-operatória rigorosa, que descarta candidatos de risco antes da cirurgia.

Referências científicas

Literatura consultada

Esta página foi construída a partir de diretrizes oficiais (American Academy of Ophthalmology Preferred Practice Pattern 2023), revisões sistemáticas Cochrane e literatura sobre complicações.

  1. Jacobs DS, Lee JK, Shen TT, et al. Refractive Surgery Preferred Practice Pattern®. Ophthalmology. 2023;130(3):P61-P135. DOI
  2. Alvarado-Villacorta R, Yim TW, Hernandez-Quintela E, et al. Surgical Interventions for Presbyopia. The Cochrane Database of Systematic Reviews. 2025;4:CD015711. Cochrane
  3. Das S, Garg P, Mullick R, Annavajjhala S. Keratitis Following Laser Refractive Surgery: Clinical Spectrum, Prevention and Management. Indian Journal of Ophthalmology. 2020;68(12):2813-2818. PubMed
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