Oftalmologia · Clínica Avallon · Brasília-DF

Blefaroplastia
Inferior

Cirurgia de pálpebra inferior para corrigir bolsas, flacidez e sulco lacrimal — devolvendo ao olhar o aspecto descansado, com técnica oftalmoplástica.

Dra. Dayane Shinzato · CRM-DF 16596 · RQE 13225
O procedimento

Cirurgia para um olhar descansado

A blefaroplastia inferior é um procedimento oftalmoplástico que remove ou reposiciona o excesso de pele, gordura orbital e — em alguns casos — músculo da pálpebra inferior. Corrige bolsas palpebrais, deformidade do sulco lacrimal (tear trough), flacidez e aparência de cansaço facial.

A pálpebra inferior tem anatomia mais delicada que a superior: a margem é móvel, sem osso de suporte, e qualquer alteração na tensão muscular pode resultar em complicações estéticas como scleral show, ectrópio ou retração. Por isso, a cirurgia exige técnica precisa, avaliação criteriosa e — frequentemente — combinação de manobras (transposição de gordura, cantopexia, tensionamento lateral).

Indicações

Quando a cirurgia é indicada

A blefaroplastia inferior é indicada nas seguintes situações — frequentemente combinadas no mesmo paciente. A avaliação determina quais componentes precisam ser corrigidos.

Bolsas palpebrais

Protrusão de gordura orbital — as clássicas "bolsas" sob os olhos. Indicação mais frequente da cirurgia.

Sulco lacrimal (tear trough)

Depressão entre a pálpebra inferior e a bochecha, que cria sombra e aparência de cansaço crônico.

Excesso de pele

Dermatocálase inferior — pele com flacidez visível, rugas finas e perda de elasticidade.

Frouxidão palpebral

Perda de tensão da margem palpebral inferior, que pode causar scleral show ou maior exposição do olho.

Junção pálpebra-bochecha

Transição visível entre pálpebra e bochecha, perdendo a continuidade harmônica natural da face jovem.

Cansaço facial crônico

Aparência de fadiga ocular permanente, mesmo após boa noite de sono — geralmente combinação de bolsas + sulco.

Olheiras

A cirurgia resolve olheiras?

Depende do tipo. Esse é o ponto mais importante de toda a consulta — e onde o paciente mais é mal orientado em outras clínicas. Existem 4 tipos de olheira com causas diferentes: a cirurgia resolve alguns, parcialmente outros, e nada outros. Cada tipo tem o seu tratamento correto.

Cirurgia resolve

Olheiras estruturais (por bolsas)

As bolsas de gordura criam sombra e dão aparência de olheira escura mesmo com boa noite de sono. O olhar parece "inchado" e cansado.

Ao remover ou reposicionar a gordura — especialmente na técnica transconjuntival — o sulco diminui, a sombra some e o olhar fica descansado. Resultado muito bom com a cirurgia isolada.

Tratamento ideal Blefaroplastia inferior (transconjuntival ou transcutânea) — Dra. Dayane Shinzato.
Cirurgia não resolve

Olheiras pigmentadas

Cor marrom ou muito escura "achatada", causada por excesso de pigmento (melanina) na pele. Comum em fototipos III a VI, herança genética. Não há volume, só cor.

A cirurgia não remove melanina. Tentar operar essas olheiras leva à frustração e gasto desnecessário. O tratamento é dermatológico — clarear a pele.

Tratamento ideal — Dr. Orlando Morais Laser QuadriPico (picossegundos), peeling químico, clareadores tópicos. Seguro em todos os fototipos.
Melhora parcial

Olheiras vasculares

Cor arroxeada ou azulada por vasos visíveis através de pele muito fina. Piora com cansaço e desidratação. Diferente das pigmentadas — a cor "muda" durante o dia.

A cirurgia ajuda ao reposicionar gordura, criando uma camada que "esconde" parte dos vasos. Mas geralmente precisa de complementos dermatológicos para resultado completo.

Tratamento integrado — Dra. Dayane Shinzato + Dr. Orlando Morais Blefaroplastia + preenchimento de tear trough com ácido hialurônico ou laser vascular.
Combinação

Olheiras mistas

O caso mais comum. Combinação de bolsas + pigmento + vasos + flacidez. Cada componente exige uma abordagem diferente — não há um único tratamento que resolva tudo.

Aqui é onde o diferencial da Clínica Avallon mais aparece: cirurgia trata a parte estrutural, e a dermatologia trata pigmento, vasos e textura. Tudo na mesma clínica.

Tratamento integrado — Dra. Dayane Shinzato + Dr. Orlando Morais Avaliação conjunta para definir sequência: cirurgia + laser + preenchimento + cuidados dermatológicos.
Técnicas cirúrgicas

As duas abordagens principais

A escolha entre as duas técnicas é definida pela anatomia do paciente — basicamente, pela presença ou ausência de excesso de pele palpebral inferior. A Dra. Dayane Shinzato indica a técnica adequada após avaliação oftalmoplástica completa.

Sem cicatriz externa

Via transconjuntival
(interna)

Incisão feita pela face interna da pálpebra, dentro da conjuntiva. Não há cicatriz externa visível, mesmo no pós-operatório imediato.

Quando indicada: pacientes (jovens ou de meia-idade) com protrusão de gordura sem excesso significativo de pele palpebral.
  • Recuperação mais rápida
  • Taxas de complicação mais baixas
  • Sem risco de retração da pálpebra inferior
  • Preserva o músculo orbicular
  • Permite transposição de gordura para tear trough
  • Ideal para pacientes com pele de boa qualidade
Quando há excesso de pele

Via transcutânea
(externa)

Incisão subciliar — logo abaixo dos cílios inferiores. A cicatriz fica oculta na linha natural da pele e tende a ficar imperceptível após alguns meses.

Quando indicada: pacientes que precisam de excisão de pele junto com o manejo da gordura — tipicamente acima dos 45 anos.
  • Permite ressecção de pele e músculo
  • Frequentemente associada a cantopexia/cantoplastia
  • Acesso ampliado às bolsas de gordura
  • Permite combinação com peeling ou laser
  • Cicatriz fica imperceptível após maturação
  • Indicada quando há flacidez evidente da pele
Técnicas associadas

Procedimentos complementares à cirurgia

A abordagem moderna é graduada e personalizada — cada paciente recebe a combinação de técnicas que sua anatomia exige. Casos simples usam apenas ressecção de gordura; casos complexos podem combinar 4 ou 5 técnicas no mesmo ato cirúrgico.

Transposição de gordura

A gordura orbital é reposicionada inferiormente sobre o rebordo orbital, preenchendo o tear trough em vez de ser descartada.

Usada em 61% dos casos

Liberação do ligamento ORL

Liberação do ligamento retentor do orbicular, permitindo melhor suavização da transição entre pálpebra e bochecha.

Em casos com sulco evidente

Septal reset

Reposicionamento do septo orbital abaixo do arcus marginalis para refinar deformidades persistentes do sulco lacrimal.

Refinamento técnico

Cantopexia

Tensionamento suave do canto lateral por sutura, para graus leves a moderados de frouxidão palpebral.

Em 18% dos casos

Cantoplastia

Tensionamento mais firme do canto lateral, indicada para graus mais significativos de frouxidão palpebral.

Casos selecionados

Lipofilling (nanofat)

Enxerto de gordura autóloga para correção volumétrica e rejuvenescimento periorbital — preenche e melhora a pele.

Correção volumétrica

Peeling TCA 30%

Ácido tricloroacético aplicado simultaneamente para tratar rítides finas, sem violar o músculo orbicular.

Em 62% dos casos selecionados

Laser CO₂ fracionado

Resurfacing que melhora textura, linhas finas e qualidade da pele palpebral. Pode ser feito no mesmo ato ou em sessão separada com Dr. Orlando Morais.

Otimização cutânea
Passo a passo

As 4 etapas da cirurgia

Do exame pré-operatório ao fechamento. Toda a cirurgia é conduzida pela Dra. Dayane Shinzato, com infraestrutura própria da Clínica Avallon. Duração total de 1 a 2 horas, sem internação.

Etapa 01

Avaliação anatômica

Marcação detalhada, identificação das bolsas de gordura (medial, central e lateral), avaliação da posição da pálpebra inferior, teste de tração para frouxidão, projeção da bochecha. Definição da técnica (transconjuntival ou transcutânea) e de associações necessárias.

Etapa 02

Anestesia local

Anestesia local infiltrativa na região palpebral, com ou sem sedação intravenosa leve. Procedimento ambulatorial — sem necessidade de internação hospitalar. Paciente vai para casa no mesmo dia.

Etapa 03

Incisão e manejo da gordura

Incisão pela via escolhida (interna ou subciliar). Acesso aos compartimentos de gordura. Ressecção ou transposição da gordura conforme planejamento. Quando indicado, liberação do ligamento ORL e excisão de pele. Hemostasia rigorosa para reduzir risco de hematoma.

Etapa 04

Tensionamento e fechamento

Quando indicado, cantopexia ou cantoplastia para estabilizar a margem palpebral. Fechamento com fio fino (geralmente 6-0 ou 7-0). Em casos selecionados, peeling TCA 30% ou laser pode ser feito no mesmo ato. Curativo simples e orientações.

Dados na literatura

O que diz a ciência

Dados de séries clínicas e revisões sistemáticas mostram a frequência das técnicas associadas e a evolução pós-operatória esperada.

61%
Dos pacientes recebem transposição de gordura para preencher o tear trough
Hidalgo, Plast Reconstr Surg 2011
18%
Dos pacientes necessitam cantopexia associada para tensionamento do canto lateral
Hidalgo, Plast Reconstr Surg 2011
2-4 sem.
Tempo médio para melhora substancial do edema e equimoses
Weinfeld, Plast Reconstr Surg 2008
Conheça

Quem realiza a cirurgia

Dra. Dayane Higa Shinzato de Morais — oftalmologista co-fundadora da Clínica Avallon em Brasília-DF
Cirurgiã responsável

Dra. Dayane Higa Shinzato

CRM-DF 16596 · RQE 13225 · Oftalmologia

Oftalmologista co-fundadora da Clínica Avallon em Brasília. Especialista em córnea, cirurgia refrativa (Lasik e PRK) e oftalmoplástica, com atuação clínica e cirúrgica em blefaroplastia superior e inferior, lifting de supercílios e correção do sulco lacrimal (tear trough).

Atende com abordagem oftalmoplástica integrada — cada cirurgia precedida de avaliação oftalmológica completa: motilidade ocular, sintomas de olho seco, posição palpebral, frouxidão, projeção da bochecha. Trabalha em parceria com o Dr. Orlando Morais para combinar cirurgia e tratamentos dermatológicos avançados quando a indicação é mista.

Especialista titulada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
Formação em oftalmoplástica — blefaroplastia, lifting de supercílio, cirurgia palpebral.
Atuação em córnea e cirurgia refrativa (Lasik, PRK).
Co-fundadora da Clínica Avallon Dermatologia e Oftalmologia.
Resultados clínicos

Antes e depois — naturalidade em primeiro lugar

Resultados de pacientes da Clínica Avallon. O objetivo é devolver o olhar descansado sem alterar a expressão natural — preservação da forma da pálpebra, sem retração nem alteração do canto lateral.

Blefaroplastia inferior · paciente da Clínica Avallon · antes e depois · Dra. Dayane Shinzato — Brasília-DF
Paciente da Clínica Avallon · blefaroplastia inferior transconjuntival com transposição de gordura · Dra. Dayane Shinzato.
Blefaroplastia inferior transcutânea com cantopexia · antes e depois · Clínica Avallon Brasília
Antes e de pois - blefaroplastia inferior transcutânea com cantopexia e remoção de bolsas de gordura.
Equipe Avallon durante procedimento · Dra. Dayane Shinzato (oftalmologista) e Dr. Orlando Morais (dermatologista) · Clínica Avallon Brasília
Equipe Avallon — Dra. Dayane Shinzato (cirurgia) e Dr. Orlando Morais executando procedimento de blefaroplastia na Clínica Avallon.
Pós-operatório

Linha do tempo da recuperação

A pálpebra inferior tem recuperação um pouco mais lenta que a superior — o edema demora mais para se resolver completamente, e em alguns casos pode haver quemose (edema da conjuntiva) que prolonga o aspecto.

Dias 1-7

Edema máximo

Inchaço e equimoses (manchas roxas) atingem o pico. Compressas frias intermitentes nas primeiras 48-72h. Lubrificação ocular contínua. Cabeceira elevada para dormir. Sem esforço físico, sem maquiagem.

Dias 7-15

Resolução do edema

Maior parte do edema diminui. Retirada de pontos externos (se técnica transcutânea) por volta do 5º-7º dia. Retorno ao trabalho com óculos de sol se necessário. Início da liberação para maquiagem leve.

Semanas 2-4

Melhora substancial

Maioria dos pacientes apresenta melhora substancial nesse período. Possível persistência de quemose em alguns casos. Atividade física leve liberada. Proteção solar rigorosa essencial para evitar hiperpigmentação.

3-6 meses

Resultado final

Resultado quase final em 1-3 meses; definitivo entre 3 e 6 meses. Cicatriz (quando transcutânea) totalmente maturada. Liberação progressiva para todas as atividades. Avaliação tardia com a Dra. Dayane Shinzato.

Inferior × Superior

Qual é a diferença?

São cirurgias distintas, com indicações, técnicas e tempos de recuperação próprios. Muitos pacientes têm indicação para ambas — nessa situação, podem ser combinadas no mesmo ato cirúrgico ou realizadas separadamente.

Blefaroplastia Inferior

Trata bolsas de gordura ("olheiras estruturais"), flacidez de pele e sulco lacrimal abaixo dos olhos. Indicada para aparência cansada do terço inferior periorbital, festoons e excesso de pele.

Cicatriz: transconjuntival ou subciliar · Mais técnica · 60-120 min

Blefaroplastia Superior

Trata o excesso de pele (dermatocálase) e flacidez da pálpebra de cima. Indicada para olhar pesado, pálpebra caída sobre o cílio e comprometimento do campo visual superior.

Cicatriz: prega supratarsal · Anestesia local · 45-90 min
Cuidados pós-operatórios

Três áreas-chave de cuidado

Orientação rigorosa nessas três frentes garante recuperação adequada, minimiza complicações e otimiza o resultado final.

Lubrificação ocular

Lagoftalmo temporário é comum e a córnea precisa de proteção contínua nos primeiros dias.

  • Lágrimas artificiais sem conservantes — uso liberal
  • Gel oftálmico noturno (proteção prolongada)
  • Não esfregar os olhos
  • Atenção a sinais de quemose persistente

Proteção solar

Pele periorbital fina e operada é particularmente suscetível à hiperpigmentação pós-inflamatória.

  • Evitar exposição direta nas primeiras 2-4 semanas
  • FPS 30+ amplo espectro
  • Óculos de sol grandes — proteção física
  • Proteção rigorosa por 3-6 meses

Sinais de alerta

Procurar a Dra. Dayane Shinzato imediatamente se algum desses sinais aparecer no pós-operatório.

  • Dor súbita, intensa ou progressiva
  • Sangramento ativo ou hematoma crescente
  • Perda ou turvação súbita da visão
  • Pálpebra "virada para fora" (ectrópio)
Segurança

Riscos e contraindicações

A blefaroplastia inferior tem complicações potencialmente mais graves que a superior — a margem palpebral inferior é móvel e qualquer alteração de tensão pode resultar em problemas estéticos. Por isso, a técnica precisa ser precisa e a avaliação pré-operatória rigorosa.

Complicações possíveis

Riscos baixos com técnica adequada, mas existem. As mais frequentes — quemose, olho seco, hematoma — são autolimitadas e tratáveis.

  • Quemose (edema conjuntival) em ~11,5% — pode durar 1-12 semanas
  • Hematoma e equimoses prolongadas
  • Olho seco temporário
  • Ectrópio — pálpebra "virada para fora"
  • Retração palpebral — pálpebra puxada para baixo
  • Scleral show — exposição do branco do olho
  • Assimetria — pode requerer retoque
  • Hematoma retrobulbar — raríssimo, emergência cirúrgica

Contraindicações

A maioria das condições de risco exige ajuste técnico ou abordagem alternativa, não impedindo a cirurgia. Avaliação cuidadosa é essencial.

  • Olho seco preexistente significativo
  • Doenças oftalmológicas não controladas
  • Distúrbios de coagulação
  • Anticoagulantes não suspensos conforme orientação
  • Expectativas irrealistas — paciente precisa entender que cirurgia trata bolsas, não pigmento
  • Condições médicas que comprometem cicatrização
  • Frouxidão palpebral grave sem correção do canto lateral
  • Gestação e lactação
Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns

O que é blefaroplastia inferior e para que serve?

Procedimento cirúrgico que remove ou reposiciona o excesso de pele, gordura orbital e — em alguns casos — músculo da pálpebra inferior. Corrige bolsas sob os olhos, flacidez e rugas finas, devolvendo um aspecto descansado. Pode ser estética ou funcional (quando atrapalha a visão ou causa desconforto).

Qual a diferença entre blefaroplastia inferior e superior?

A blefaroplastia superior atua sobre o excesso de pele e flacidez da pálpebra de cima (pálpebra caída). A blefaroplastia inferior foca nas bolsas de gordura, sulco lacrimal e flacidez abaixo dos olhos. Muitas vezes podem ser feitas juntas no mesmo ato cirúrgico.

A partir de quantos anos posso fazer?

Geralmente a partir dos 35-40 anos, quando aparecem bolsas e flacidez. Não há idade mínima rígida — depende do caso. Pacientes jovens com bolsas de origem genética também podem ser candidatos, especialmente para a técnica transconjuntival. Idosos saudáveis também podem fazer.

Como é feita a cirurgia? Quais técnicas existem?

Existem duas técnicas principais. Transconjuntival (interna): incisão dentro da pálpebra, sem cicatriz externa visível, ideal para quem tem gordura sem excesso de pele. Transcutânea (externa): incisão subciliar abaixo dos cílios, remove pele e gordura, com cicatriz discreta na linha natural. Duração de 1 a 2 horas, anestesia local com ou sem sedação, sem internação.

A blefaroplastia inferior deixa cicatriz visível?

Na técnica transconjuntival não há cicatriz externa — a incisão é interna à pálpebra. Na técnica transcutânea, a cicatriz fica logo abaixo dos cílios e tende a ficar praticamente imperceptível após alguns meses, pois a pele da região é muito fina e cicatriza muito bem.

Quanto tempo dura a recuperação?

Primeiros 7-10 dias: inchaço e equimoses mais intensos, repouso relativo. 10-15 dias: maior parte do edema diminui, retorno ao trabalho com óculos de sol se necessário. 1-3 meses: resultado quase final com cicatrização completa. Resultado definitivo entre 3 e 6 meses.

Dói muito? Como é o pós-operatório?

Dor é rara. A maioria sente desconforto leve, controlado com analgésicos comuns. Inchaço, repuxamento, olhos secos ou visão embaçada temporária são comuns. Compressas frias ajudam muito.

Cuidados principais: evitar esforço, sol e maquiagem, usar colírios prescritos, dormir com cabeça elevada, não fumar e evitar álcool.

Quais os riscos e complicações?

Riscos são baixos quando a cirurgia é feita por profissional qualificado, mas existem. Possíveis: hematoma, quemose (edema conjuntival em 11,5% dos casos), olho seco temporário, ectrópio (pálpebra virada para fora), retração palpebral, assimetria, cicatrização hipertrófica e — raramente — hematoma retrobulbar (emergência cirúrgica).

Os resultados são permanentes?

Os resultados duram muitos anos, especialmente para bolsas de gordura removidas. A face continua envelhecendo naturalmente, mas a melhora costuma ser duradoura. Algumas pessoas optam por refazer ou complementar após mais de 10 anos.

Posso fazer junto com outras cirurgias?

Sim, é comum. Frequentemente associa-se com blefaroplastia superior, lifting de supercílio, laser CO₂ fracionado, peeling químico (TCA 30%) ou preenchimento de tear trough. A abordagem integrada otimiza o resultado periorbital global.

A cirurgia resolve olheiras escuras?

Depende do tipo de olheira.

Olheiras estruturais por bolsas de gordura: a cirurgia resolve muito bem.

Olheiras pigmentadas (marrom/escuras por melanina): a cirurgia não resolve — é preciso laser QuadriPico, peeling químico ou clareadores.

Olheiras vasculares (arroxeadas): melhora parcial, geralmente precisa de preenchimento de tear trough ou laser vascular.

Olheiras mistas: cirurgia trata a parte estrutural, dermatologia trata o restante. Na Clínica Avallon, Dra. Dayane Shinzato (cirurgia) e Dr. Orlando Morais (tratamentos dermatológicos) trabalham em conjunto.

Referências científicas

Literatura consultada

Esta página foi construída a partir de revisões sistemáticas, séries clínicas e diretrizes recentes (2008-2026). Todos os dados estatísticos citados podem ser conferidos nas referências abaixo.

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